16.1.12

Há dias fui ver o filme 'Amália' de 2008, do realizador Carlos Coelho da Silva, com Sandra Barata Belo no principal papel.

Mesmo para quem não goste de fado como estilo de música, aconselho vivamente que vejam este filme, pois este é um retrato sobre a nossa diva do fado, sobre Amália enquanto filha, irmã, mulher e esposa.

 

As duas primeiras imagens do filme decorrem em duas décadas diferentes: a primeira em 1974, dias depois do Revolução, no Coliseu de Lisboa, e a outra dez anos depois, num hotel em Nova-Iorque em que Amália aguarda notícias sobre a evolução da sua doença. Com imagens intermitentes do quarto do hotel, o filme mostra-nos inicialmente uma Amália pequena com gosto pela cantoria, muitas vezes rejeitada especialmente pela mãe, mas adorada por duas das suas irmãs, Aninhas (que morre aos 16 anos) e Celeste, que a acompanhará em muitos dos momentos da sua vida, depois uma jovem e uma mulher adulta que ama o fado e que só faz aquilo que quer (há referências no filme sobre isto).

 

Na minha opinião, o filme consegue-nos fazer sentir uma grande admiração pela mulher que ela era, concordando ou não com determinadas atitudes que Amália tomou ao longo da sua vida. Algo que me impressionou e que foi muito vincado no filme, foi que Amália era 'perseguida' pela Morte, tendo-se tentado suicidar por diversas vezes ao longo da sua vida, uma das quais em 1984, no quarto de hotel em Nova Iorque.

 

O filme não deixa, mediante algumas opiniões, de ser uma versão romanceada da vida da cantora, sendo que os familiares de Amália tentaram impedir a realização do filme e a própria estreia através de uma providência cautelar, à qual o tribunal deu parecer negativo.

 

Podem visitar esta página: 'http://www.vidaslusofonas.pt/amalia_rodrigues.htm'

 

De 1954 a 1984, são trinta anos em busca de um equilíbrio que escapa, de um amor que lhe foge, ao contrário do sucesso artístico, que a vai projectando como

uma vedeta mundial. É esse o núcleo de "Amália", um filme onde se revelarão algumas das histórias secretas da fadista, ao mesmo tem

po que se reconstituem os mais memoráveis momentos da sua carreira artística. Viver não lhe chegava. Cantando, chegou a todos.

 

sinto-me:
música: Perfeito Coração, Amália Rodrigues
link do postescrito por anid, às 16:14  opina à-vontade

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